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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Série poesias por Arnalda Rabelo



Série poesias por Arnalda Rabelo


Uma mulher que acredita na vida
apesar de...
Gosto de gente e acredito nelas até que se prove o contrário.
Amo flores
poesias e Alegrias!
Vivo um dia de cada vez
Passo pelo outono
e pela primavera espero
com lucidez.
Respiro o cheiro das flores que
se apressam em chegar.
Trago nas mãos o perfume do campo
Amo cheiro de mato, flores e pássaros.

Alimento-me do amor maior...
Da única verdade...
Da poesia maior:
Deus!

Arnalda Rabelo

sábado, 14 de novembro de 2009

Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples


PEQUENO ESCLARECIMENTO
Os poetas não são azuis nem nada, como pensam alguns supersticiosos, nem sujeitos a ataques súbitos de levitação. O de que eles mais gostam é estar em silêncio - um silêncio que subjaz a quaisquer escapes motorísticos e declamatórios. Um silêncio... Este impoluível silêncio em que escrevo e em que tu me lês.
Mario Quintana - A vaca e o hipogrifo

Série Mario Quintana- Fotos Olga Gorelova


" O valor das coisas não estão no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparavéis ".

Nossa loucura é a mais sensata das emoções; tudo o que fazemos deixamos como exemplo para os que sonham um dia em serem assim como nós: LOUCOS... Mas FELIZES!

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.

Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação


O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...
Mário Quintana


O Poema
O poema essa estranha máscara mais verdadeira do que a própria face.


Dupla Delícia
O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.


Destino Atroz
Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.


Biografia
Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele.


A Arte de Ler
O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.

Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples


Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples. Manuel Bandeira


Imagens de John William Waterhouse - Poesias Manuel Bandeira

Imagens de John William Waterhouse - Poesias Manuel Bandeira


Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples. Manuel Bandeira



Manuel de Souza Bandeira Filho nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Publicou seu primeiro livro em 1917, A Cinza das Horas, e com Libertinagem (1930), passou a ser considerado um dos autores mais importantes do modernismo brasileiro. Já estabelecido como poeta, contribuiu para a imprensa, grande e especializada, escrevendo sobre literatura, artes plásticas e música. Publicou ainda uma autobiografia literária, Itinerário de Pasárgada(1954), escreveu importantes estudos literários, preparou edições de obras de poetas e organizou antologias. O autor morreu em 1968, no Rio de Janeiro, onde viveu quase toda a vida.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Fotos e Poesias Fernando Campanella

Fernando Campanella

o poeta não é mais um deus
não tanto
porém incensado
concedamos que seja um santo
do-pau-oco
de-pé-quebrado

Fernando Campanella

Fotos Aldo Palazzolo/Fragmentos de marmore /Poesias Fernando Campanella


... este azul
que esfuma os montes
e desenha um céu
meu poder de ficção
meu sonho
que paira tão alto
e que para sempre me escapa.
(Fernando Campanella)


Tua beleza, inconsciente de si,
Me puxa em seus encantos
Para o seu leito.
Mas o que fazer de tua beleza
Senão sofrer/gozá-la em doses
de solidões noturnas e densas?
(Senão armá-la em vaso
Para decantar a mesa.)
Como um jardineiro de ventos
Prefiro ver-te
Heras galgando muros
Ervas tecendo pastos
Ou aérea flor da memória.
Amar tua beleza , não mais,
Como cor que não apreendo
Rio que não detenho
e que passa. 

(F. Campanella)

O contorno de um jarro,
a etérea rosa,
o piano
em teclas de sonho a vibrar:
um solitário noturno ou, quem sabe,
um mais que eterno romance,
uma serenata a duas mãos
tocada.
Assim nos céus,
À pálida memória de uma lua
ou de velas a bruxulear,
espectros de noivos,
irredimíveis ébrios de amor,
em alcovas de brumas
a valsar.

(Fernando Campanella)


Eu te senti entrar de olhos vendados
pelos meus noturnos flancos
trazendo –me em mão cheia botões:
rosas, trevos e lírios brancos.

Mas, oh, poesia,
vamos tal segredo selar -
todos meu cativos pássaros voarem
à tua passagem eu vi

porém a homens não serão outorgadas flores,
insiste uma envelhecida lei das pedras
em ditar.


Fernando Campanella


Fernando Campanella

Antonio Fernando Cruz. O sobrenome Campanella vem da família de minha mãe, o qual adotei como nome de poeta pelo fato de meu bisavô materno, assim como meu avô, terem sido , de alguma forma, escritores, e , também, pelo fato de meu tio, irmão de minha mãe, o Campanella Neto, ter sido um fotógrafo. A paixão pelo literatura e fotografia, então, foi herdada dessa vertente, da família de minha mãe.

Nascimento: 13 de junho de 1953, em Pouso Alegre, sul de MG


 

segunda-feira, 9 de novembro de 2009