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domingo, 18 de outubro de 2009

Rubaiyat


Omar Khayyam nasceu e morreu em Nishapur, província de Khorassan na Pérsia (c.1050-c. 1123). Dedicado ao estudo da matemática e da astronomia escreveu tratados, um dos quais, sobre álgebra, tornou-se um livro clássico e foi traduzido no Ocidente por Woeke (1851). Elaborou a reforma do calendário muçulmano. Em vida era conhecido como matemático e astrônomo. Mas foi poeta exprimindo-se em quadras epigramáticas.
A filosofia que impregna esses breves poemas caracteriza-se pelo seu agnosticismo e imediatismo.

(Trecho do texto extraído do Prefacio escrito por Manuel Bandeira no livro Rubaiyat)

*Franz Toussaint traduziu do persa para o Francês
Manuel Bandeira traduziu do francês para o Português


21
Não posso evocar o dia
Do meu nascimento, nem
Dizer quando morrerei.
Que homem saberá faze-lô?

Vem, minha amada! À embriaguez
Quero pedir que me faça
Esquecer que neste mundo
Jamais saberemos nada.



28
Convence-te disto:
Um dia tua alma
Deixará teu corpo
E serás lançado

Para trás do véu
Que há flutuando sempre
Entre este Universo
E o desconhecido

Enquanto esse dia
Não chega, procura
Ser feliz. Esquece
Todo outro cuidado.

Pois não sabes de onde
Vens, tampouco sabes
Para onde irás
Depois da tua morte.

Um comentário:

  1. Parabéns, Glorinha.
    Seu blog é apaixonante.
    Encantei-me
    bjOs

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